quarta-feira, 6 de julho de 2016

Atriz escocesa é acusada de inventar partes de seu livro

Louise Linton
Em 1999, Louise, com 18 anos, viajou para a Zâmbia para um trabalho voluntário. Ela relata que, apenas três meses após sua chegada, a aldeia onde estava foi invadida por rebeldes armados do “conflito Hutu-Tutsi que tentavam cruzar a fronteira para lutar no Congo” e, por isso, foi forçada a se esconder.
Porém, usuário do Twitter apontaram que o conflito ocorreu no ano de 1994, em Ruanda. “Guerra Hutu-Tutsi no Congo? Não seria Ruanda? ”, “muitas imprecisões factuais na história” e “quando você aprende que o conflito entre hutus e tutsis foi no CONGO”, escreveram alguns, usando a hashtag #LintonLies (Linton mente, em tradução).

Outra passagem do livro, em que a escocesa diz que tentou “não pensar no que os rebeldes fariam se encontrassem com a ‘branca Muzungu de cabelos angelicais’”, foi considerado uma declaração racista por internauta africanos.

Atualmente, Linton vive na Califórnia e, na última terça-feira (5), escreveu um pedido de desculpas no Twitter. “Estou genuinamente consternada e muito triste ao ver que ofendi muitas pessoas. Essa não era minha intenção. Escrevi o livro com a esperança de poder transmitir a minha profunda humildade, respeito e apreço com minha estadia voluntaria em 1999. Falei longamente sobre as belezas incríveis do país e da minha imensa gratidão pelas amizades e experiências que tive. Meu objetivo era apenas honrar a Zâmbia”, pouco tempo depois, ela apagou sua conta na rede social.

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