segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

“Pânico” mostra disposição para se renovar, mas falta inspiração

Panico2016gaga
No esforço de se renovar sem perder a essência, a primeira medida do “Pânico”, em 2016, foi o anúncio, há duas semanas, do fim do casamento com Tiririca, um humorista cujo trabalho conflitava gritantemente com o espírito do programa.

Outras medidas saltaram aos olhos neste domingo (31), na volta ao vivo da atração. Além da nova abertura, do novo cenário e da nova trilha sonora, foram apresentados três novos participantes e vários quadros novos.

A ideia parece ser convencer o espectador de que o velho e bom “Pânico” continua o mesmo de sempre, mas com roupa nova. O problema, infelizmente, é que a disposição não é suficiente se falta inspiração. O programa cada vez mais se parece uma caricatura de si mesmo.

Sem o apresentador Emilio Surita, cuja ausência não foi explicada, o programa foi comandado em parte por Solange, a gaga, e depois pela modelo Aline Riscado. A graça seria justamente a falta de traquejo de ambas para a tarefa, mas não funcionou.
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Lucas Salles estreou com uma reportagem sobre a necessidade de os homens realizarem exame de próstata. A pauta e as gracinhas que fez repetiram uma matéria exibida pelo programa há poucos meses, em 2015.

Marvio Lucio, o Carioca, estreou o quadro “O Passageiro”, no qual entrevista uma personalidade enquanto dirige por São Paulo. A ideia já foi testada e reproduzida em uma dúzia de programas, no Brasil e no exterior. Outra novidade com Carioca, o quadro “O Quarto do Pânico”, parece inspirado no “Teste de Fidelidade”, de João Kleber,

Ainda falando de falta de inspiração, o programa exibiu uma piada boba sobre a nova legislação para taxistas em São Paulo (“Taxi metrossexual”), mostrou um arremedo de entrevista de Mari Baianinha com Tays Reis, a cantora por trás da música “Metralhadora”, e incrementou o quadro “Afogando o ganso”, agora transformado numa disputa entre panicats e ex-panicats.

Outra novidade, o humorista Fabio Rabin estreou ao lado de Daniel Zukerman fazendo piadas em Portugal – para você ter uma ideia, a melhor foi uma pegadinha com o apresentador Geraldo Luis, da Record.
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O quadro com mais cara do público adolescente do “Pânico”, o “Bate ou Regaça”, foi palco para a estreia de Julio Cocielo, responsável pelo “Canal Canalha” no You Tube. Carioca apresentou uma nova imitação, de Bela Gil, no comando do programa “Bella Coisinhas”, onde ensinou a fazer uma espada de Jedi com mandioca.
A novidade mais surpreendente da estreia acabou sendo “Tunando minha carroça”, um quadro sério, em tom jornalístico, no qual Alfinete e a Mendigata entraram em contato com carroceiros de São Paulo e ajudaram a reformar a ferramenta de trabalho de um deles, no caso, de uma mulher. Na linha de humor inconveniente, o programa ainda estreou o quadro “Wesley Veadão'', no qual um humorista aborda homens na rua pedindo para beijá-los e trocar telefones.

Audiência: A estreia da nova temporada do “Pânico'' rendeu à Band média de 5 pontos no Ibope (cada ponto equivale a 69,4 mil residências) — exatamente como na estreia de 2015. Segundo a emissora, a atração ficou em primeiro lugar por uma hora e meia entre os telespectadores na faixa de 18 a 24 anos.

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