terça-feira, 20 de outubro de 2015

Dr. Sinval Malheiros apoia priorização da epilepsia dentro do Sistema Único de Saúde

Dr. Sinval Malheiros durante Seminário realizado com apoio da Comissão de Seguridade Social e Família, na qual o médico-deputado atua como titular
A presidente da Associação Brasileira de Epilepsia, Laura Guilhoto, pleiteou a prioridade do tratamento da epilepsia pelo Ministério da Saúde. “Que ela seja prioridade e não mais apenas uma doença no rol das tratáveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por que não priorizar a epilepsia? Ela leva problemas econômicos e sociais aos indivíduos afetados”, declarou Guilhoto.
O pedido foi apoiado pelo médico e deputado Dr. Sinval Malheiros (PV-SP) durante o I Fórum Nacional de Epilepsia, promovido em Brasília com presença da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF). “Associações que participaram do evento pediram que a doença seja eixo central de legislação ou de programas específicos”, explicou o parlamentar paulista.
Segundo dados internacionais apresentados no Fórum Nacional, apenas 50% daqueles que têm epilepsia no mundo contam com o tratamento adequado. “Quando não é tratado de forma eficiente, o enfermo corre mais risco de morte súbita ou podem se acentuar os riscos de problemas físicos e psicológicos”, explicou Malheiros, que há 40 anos atua como profissional de Saúde.
O clamor pelo maior cuidado da epilepsia pelo SUS foi resumido na “Carta de Brasília”, documento assinado por 30 associações de cuidado da pessoa com epilepsia. Estão entre as reivindicações do grupo a atualização de protocolos atuais de tratamento, a promoção de medidas para educar e conscientizar a população sobre a doença e como lidar com ela, além da inclusão da epilepsia como prioridade dos planos de Saúde para o quadriênio de 2016-2019 através de proposta da 15ª Conferência Nacional de Saúde.
Manual - A técnica do departamento de média e alta especialidade do Ministério da Saúde, Vânia Keli da Silva, confirmou que um manual de orientações a profissionais sobre a epilepsia está em etapa da finalização. O caderno visa direcionar os médicos da área no tratamento de epiléticos, a exemplo do que fazer em caso de crise convulsiva.
“As pessoas com epilepsia sofrem com este impacto físico, social, econômico... e o que precisamos é de ações que desmitificam, que quebram com esse preconceito”, comentou Vânia Keli. Também palestraram representantes dos ministérios do Trabalho e da Previdência Social. O evento foi presidido pelo deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), mesmo parlamentar que requereu o fórum.
Colaboração do jornalista : Jurandyr Bueno

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