sexta-feira, 17 de julho de 2015

Após 17 anos, Garth Brooks volta a Barretos em show com Ch&X

Preparem-se porque o “Furacão de Oklahoma” está de volta! Dezessete anos depois da primeira passagem pelo Brasil, o cantor country Garth Brooks, artista solo recordista de vendas de discos, sobe mais uma vez no palco da festa de peão de Barretos, cidade que fica a mais de 400km de São Paulo, para show no dia 22 de agosto. E, desta vez, por uma boa causa. Toda a renda será revertida para o Hospital de Câncer de Barretos, instituição referência no tratamento humanizado de pacientes com câncer que atende gratuitamente mais de quatro mil pessoas todos os dias.
Antes de sua passagem relâmpago por aqui – ele ficará pouco mais de 12 horas na cidade do interior paulista –, o americano fez sua última parada com a turnê internacional Man Against the Macchine em New Orleans, Louisiana, no sul dos Estados Unidos, entre os dias 10 e 12 de julho. Era para ser apenas um show na cidade conhecida como o berço do jazz, mas a procura fez o número subir para quatro, dois em um mesmo dia. Em cada um deles, mais de 17 mil pessoas lotaram o Smoothie King Center.
Além dos impressionantes números da carreira – Garth bateu a marca de 145 milhões de discos vendidos, número que fica atrás somente dos Beatles e supera Elvis Presley, e emplacou 25 hits entre as músicas mais tocadas -, é no palco que fica claro porque o americano nascido em Oklahoma é um fenômeno do showbiz. Aos 53 anos e uma silhueta longe de estar em forma, ele mostra uma disposição e energia impressionantes em quase duas horas e meia de show. Com seis músicos, três backing vocals e participação especial da mulher, a cantora e apresentadora Trisha Yearwood, turma que o acompanha na estrada há mais de duas décadas, Garth canta, toca, corre em uma esteira, escala estruturas metálicas, anda sem parar pelo palco circular, filma a plateia, promove concurso de gritaria e mantém o tempo todo uma interação com o público, no mínimo, rara e incomum a shows tão grandes.

Ele dispensa microfone com tripé e atua em palco na altura da plateia, escolhas que deixam o show mais dinâmico, mas nem um pouco simples. Pelo contrário. Garth é conhecido justamente por ter introduzido no universo country tecnologia, efeitos especiais e estruturas elaboradas. Nesta turnê, teclados e bateria voam e telões gigantes diminuem a distância com o público. Apesar de toda a grandiosidade, estes artifícios não se sobrepõem à música e a performance de Brooks torna um show pra tanta gente uma experiência muito próxima entre o fã e o artista.

“A música é a ponte entre mim e o público e a principal coisa que faço é encorajá-lo a cantar. É bom porque não tenho que fazer nada se vocês cantarem e amo ouvir e ver isso”, brincou durante conversa exclusiva com a imprensa brasileira entre as apresentações. “Se o show tiver roteiro tudo se torna repetição. Você tem que olhar para a plateia e deixar ela te levar”. E Garth sabe muito bem como fazer isso.

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