domingo, 7 de dezembro de 2014

Lucy Mafra, 60 anos, morre após depressão e pneumonia

Lucy Mafra, 60 anos, morre após depressão e pneumonia
Lucy Mafra, 60 anos, morreu na última sexta-feira (5), em um hospital de Vassouras, no Rio de Janeiro. Ela estava internada há dois meses com quadro de depressão e, na última semana apresentou uma piora significativa quando adquiriu pneumonia e foi parar no CTI com displasia pulmonar.
A atriz teve falência múltipla dos órgãos e insuficiência respiratória. Lucy trabalhou na Globo por mais de 25 anos e estava afastada da TV desde 2005, quando participou da novela "América".

O quadro de depressão da atriz desenvolveu-se após o falecimento da sua mãe, que morreu de câncer em agosto deste ano. Lucy não tinha filhos e deixou uma enteada, Andréa Neves, de 41 anos.

Ao jornal Extra deste domingo (7), Andréa falou da situação da atriz: "Ela passou os últimos meses cuidando da mãe em Vassouras, sua terra natal. Quando a mãe dela morreu, ela entrou em depressão, ficou sem se alimentar, sem querer mais viver e ficou muito fraca. Foi internada e passou dois meses no hospital. Nessa última semana ficou com água no pulmão e foi para o CTI. Quinta-feira de tarde, ela piorou e infelizmente me deixou". O enterro de Lucy aconteceu no último sábado (6), no Cemitério de Inhaúma, Zona Norte do Rio.

Desempregada, a atriz estava vivendo da pensão da mãe e ajuda de amigos: "A vida dela foi muito sofrida. Ela foi muita injustiçada".

Em 2005 ela se envolveu em um escândalo. No ar em "América", ela foi demitida da Globo acusada por uma camareira de ter roubado R$ 300 da bolsa de Christiane Torloni. A história nunca foi provada na Justiça e desde essa data ela não conseguiu mais voltar à TV.

Lucy Mafra atuou em diversas novelas da Globo, como "A Próxima Vítima" (1995), "Por Amor" (1997), "O Clone" (2001), "Chocolate com Pimenta" (2004) e "Kubanacan" (2004). No cinema, fez Gabriela, Cravo e Canela e Eu Matei Lúcio Flávio.
Repercussão

O Grupo Tá na Rua prestou uma homenagem à atriz, que foi uma das fundadoras da companhia. "Ao longo dos anos, Lucy desenvolveu junto com Amir Haddad e os atores do grupo, uma linguagem teatral libertadora e revolucionária. Repartiu seu conhecimento como professora e diretora dedicada. Uma mestra que abriu caminho para outros artistas. Hoje, por todo o Brasil, multiplicaram-se os grupos de teatro de rua. E se antes contávamos poucos, somos agora centenas. Lucy ajudou a escrever a história narrada do teatro de rua brasileiro", escreveu o ator Miguel Campelo.

A atriz e amiga Nicole Puzzi também se despediu: "Adeus, Lucy, agora que você é anjo, perdoe os humanos demoníacos. Eternamente amigas".

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