domingo, 23 de novembro de 2014

MPF-BA arquiva processo contra ex-repórter da Band que zombou de preso

MPF-BA arquiva processo contra ex-repórter da Band que zombou de preso
Passados dois anos do caso, o Ministério Público Federal da Bahia concluiu a investigação contra a jornalista Mirella Cunha e a Band.

Mirella e a emissora eram investigadas desde 2012, por conta de uma matéria exibida em maio daquele ano no programa "Brasil Urgente Bahia", apresentado por Uziel Bueno na época, por conta de uma reportagem polêmica. Mirella zombou de um jovem preso ao acusá-lo de estupro.

Ele assumiu ter assaltado uma moça, mas nega várias vezes tê-la estuprado, que foi o verdadeiro motivo dele ter sido preso. Para provar sua inocência, pede para que a vítima seja submetida a uma análise médica. Confuso, solicitou que façam o exame de “próstata” em vez de corpo de delito. A repórter o chamou de estuprador e tirou sarro pelo fato de ele não saber ao certo para que serve o exame.

A ação foi feita pelo promotor Vladmir Aras, que convocou alguns profissionais, como a própria jornalista e o apresentador da época (hoje, a atração é apresentada por Bruno Salles).

Também naquela ocasião, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e a Federação Nacional dos Jornalistas lançaram comunicados de repúdio à matéria de Mirella Cunha, que foi afastada da emissora e demitida pouco depois, além de ter sua atitude repudiada pela própria Band Bahia, que em nota enviada à imprensa disse que a reportagem "fere o código de ética do jornalismo da emissora".

Porém, passados dois anos, o MPF-BA decidiu arquivar o caso nesta última terça-feira (18), por conta da falta de provas de que Mirella violou os direitos individuais do preso em questão, e também de que o programa teria feito sensacionalismo com o caso. Com isso, tanto Mirella quanto a Band, e também o apresentador Uziel Bueno, que saiu da emissora em junho, não sofrerão qualquer sanção judicial.

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