domingo, 19 de outubro de 2014

Após mocinhas, Paolla Oliveira fica nua para viver prostituta lésbica


Esqueça a Paolla Oliveira mocinha sofredora e heróica de Insensato Coração (2011) e Amor à Vida (2013). Nos dez episódios de Felizes para Sempre, minissérie que abre em janeiro as comemorações dos 50 anos da Globo, a atriz interpretará uma personagem diferente de tudo o que já fez em sua carreira de dez anos. Será uma prostituta lésbica, que usa mais de 20 disfarces e tira a roupa para apimentar a relação de casais em crise.

Denise, ou Dany Bond, a personagem de Paolla, não é protagonista nem antagonista, nem boa nem má, mas é central na história de Euclydes Marinho e Fernando Meirelles. Ela desestrutura todos os demais personagens. Começa a minissérie tentando salvar o casamento do empreiteiro Cláudio (Enrique Diaz) com Marília (Maria Fernanda Cândido). Ambiciosa, se envolve com os dois e com outros casais (entre eles Adriana Esteves e João Miguel, João Baldasserini e Carol Abras) e desencadeia uma trama que culmina em morte.

A minissérie é uma releitura de Quem Ama Não Mata, exibida em 1982. Do mesmo Euclydes Marinho, as duas têm em comum apenas o ponto de partida: cinco casais e um crime passional, e aqui só se saberá quem morre e quem mata no final. Apesar de se passar em Brasília, não há personagens políticos; há, sim, um ambiente corrompido, com falcatruas e uso de nomes falsos.

Segundo a sinopse de Felizes para Sempre, seus personagens são "exemplos perfeitos de casamentos imperfeitos, do limite da ambição, da falta de escrúpulos, da falsa moral. Vivem de aparências. Controlam e descontrolam seus desejos, mas não deixam de satisfazê-los. Gozam da vida. E mentem _muito, principalmente para eles mesmos. Traem. Corrompem. Deixam-se corromper. Naturalmente, todo esse emaranhado se desenrola até que uma jovem garota de programa entra em suas vidas, desestabilizando o (des)equilíbrio da família. Agora, é matar ou morrer: todos podem vestir a carapuça ou disparar contra o alvo. E, assim, o crime passional acontece. Qualquer um pode ser a vítima. Todo mundo pode ser o algoz. Viverão os personagens felizes para sempre?".

O cineasta Fernando Meirelles tem dito que vai "apresentar a verdadeira Paolla Oliveira". Ela demonstra segurança. "Eu acho que o desafio é justamente interpretar uma mulher que não é 100% boa nem 100% má e tem mil facetas: é meiga, carismática, venenosa, ambiciosa, romântica, mocinha, vilã", diz a atriz sobre sua personagem, que também é estudante universitária e tem uma namorada (interpretada por Martha Norwill).

De longe, Denise/Dany Bond é a personagem mais complexa da carreira de Paolla _e não só pelo fato de usar perucas e se passar por outras pessoas. "Ela tem o perfil 'eu sou inteligente, sou culta'. Ela tem várias caras, visuais diferentes, interpreta vários papéis, ela mente que nem sente. Acho que Denise também está encontrando quem ela é", diz.


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