quinta-feira, 19 de junho de 2014

Com problemas renais, cineasta José Mojica volta a ser internado em SP

José Mojica Marins com a filha Liz Marins no Incor (Instituto do Coração), em São Paulo, quando recebeu alta no dia 3 de junho
José Mojica Marins, conhecido por dar vida ao personagem Zé do Caixão, voltou a ser internado no Incor (Instituto do Coração), em São Paulo, na última sexta-feira (13), após ter sofrido infarto, seguido de duas paradas cardíacas, em maio. O cineasta de 78 anos teve aumento do nível de potássio em seu corpo e uma piora das funções renais. Segundo sua filha, Liz Marins, seu quadro é "delicado e requer cuidados".

"No momento, está no Incor para resgatar o equilíbrio das suas funções metabólicas gerais. A situação ainda é bastante delicada e requer muitos cuidados. Nós, os filhos, e alguns dos familiares mais próximos estamos nos revezando para que ele tenha todo o cuidado, amor e carinho imprescindíveis neste momento", escreveu Liz em sua página no Facebook.

Após sentir dores no peito, Mojica foi internado no Incor pela primeira vez no dia 22 de maio, para fazer um cateterismo e a implantação de três stents, tubos inseridos dentro da artéria para normalizar a passagem de sangue. No dia 25, já no quarto, sentiu fortes dores. Por ter medo de ficar sozinho no hospital, Mojica estava acompanhado da filha no momento do infarto.

"Foi um infarto poderoso e, na emergência, ele teve duas paradas, foi praticamente ressuscitado. Se ele não estivesse no hospital nesse momento, ele não estaria mais aqui", contou a filha de Mojica
Mojica recebeu alta no dia 3 de junho e estava em processo de recuperação na casa da ex-mulher, Nirce. "Cortamos o açúcar e o cigarro, que foi o principal vilão", conta a filha. Por fumar em média três maços por dia, Mojica está sofrendo com a abstinência.

Nascido no dia 13 de março de 1936, na capital paulista, Mojica Marins é filho dos artistas circenses Antonio André e Carmen Marins. Começou a fazer filmes aos 17 anos e, em 1956, já era especializado em terror escatológico. O apelido se deve ao personagem mais famoso, que protagonizou "À Meia-Noite Levarei Sua Alma" (1964), assim como "Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver" (1967) e "O Estranho Mundo de Zé do Caixão" (1968), além de "Encarnação do Demônio" (2008).

No dia 17 de maio, cinco dias antes da internação, Zé do Caixão contou histórias de terror para cerca de 300 pessoas no cemitério da Consolação, durante a Virada Cultural de São Paulo. No mesmo dia, o ator participou da exibição de seu clássico "À Meia-Noite Levarei Sua Alma", no CineSesc.

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