sábado, 17 de maio de 2014

"Ultimamente falamos em morar juntos", diz Débora Falabella sobre o namorado, Murilo Benício

Débora Falabella.jpg (Foto: Jonas Golfeto)
Depois da inesquecível Nina, de Avenida Brasil, Débora Falabella retorna ao batente em dose dupla. Na TV ela volta ao ar na série Dupla identidade, de Gloria Perez. "Minha personagem vai se chamar Ray e sofrerá de transtorno de borderline, ou seja, gosta de viver no limite das emoções. O oposto de mim", afirma a atriz. De voz mansa, fala pausada, Débora é mesmo tranquila. "É difícil me tirar do sério. Vivo na minha, meu temperamento é discreto e esse mundo da vida de celebridade não me pega mesmo", diz. Nos palcos ela estreia a peça Contrações, dia 14, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. O projeto é da Companhia 3 de teatro, que ela tem há 9 anos com os amigos e sócios Yara de Novaes e Gabriel Fontes. "O texto é do dramaturgo inglês Mike Bartlett e fala das relações de poder no mundo corporativo. A ação começa quando a gerente (Yara) convoca minha personagem, Emma, para ler em voz alta uma cláusula do contrato que proíbe aos funcionários qualquer relação sentimental ou sexual com outro empregado da empresa". Qualquer semelhança com a trajetória de Débora, que há um ano e meio o ator Murilo Benício, com quem contracenou em Avenida Brasil, não é mera coincidência. "Nos entendemos bem e ultimamente falamos, inclusive, em morar juntos. Existe sim essa vontade".  A coluna bateu um papo com a atriz sobre seus novos projetos e a vida ao lado do namorado, que, pelo andar da carruagem, em breve pode virar marido.
Como será sua volta à TV?
Vai ser ótimo voltar a trabalhar com a Gloria Perez e com o Bruno Gagliasso, parceiro antigo. Bruno viverá meu namorado e o personagem dele via ser um serial killer.  Ainda estou me inteirando sobre a minha personagem, a Ray. Mas já tenho pesquisado sobre a doença que ela vai sofrer, o transtorno de borderline. Depois de uma personagem muito difícil de fazer, como foi a Nina de Avenida Brasil, me agrada muito fazer uma minissérie.
Falando na Nina de Avenida Brasil, o que ficou do papel?
Achei impressionante a mobilização nacional em torno da novela. Desde Roque Santeiro não lembrava de ver algo parecido. Foi muito difícil fazer a Nina, uma personagem que estava cada hora de um jeito: não foi nada fácil conduzi-la. Estive em alguns países, como Portugal e México, para lançar a novela, e antes mesmo da estreia a repercussão já era enorme. Na Argentina também virou uma febre. Tenho ótimas lembranças e muito orgulho da novela.
Acha que a novela tradicional, com uma hora diária, oito, dez meses, está com os dias contados?
O mundo está mudando muito rápido. Quando minha filha nasceu, há cinco anos, não existia essa mobilização em torno da internet. A maneira de se acessar conteúdo está mudando e as emissoras estão investindo muito nas séries, que são mais curtas e ágeis.
Você é ligada em redes sociais e nas novas tecnologias?
Não. Tenho Instagram e Facebook, mas só mesmo para família e amigos mesmo.  Sei que até deveria, mas não uso a internet a meu favor, para me divulgar. O trabalho do ator já é muito exposto e eu tenho mesmo esse temperamento mais discreto. Não consigo ser de outro jeito.
Como é sua personagem na peça Contrações?
Há quase dez anos tenho a Companhia 3 de teatro, com a Yara de Novaes e o Gabriel Fontes. Esse é o nosso quarto espetáculo e estávamos atrás de um texto para montar e chegamos e esse do autor inglês Mike Bartlett. A peça fala das relações humanas, do exercício do poder no mundo corporativo. Queria falar sobre isso agora, achei muito atual. Na televisão e no cinema fico muito a mercê dos personagens que chegam para mim e o teatro, através do trabalho da companhia, me permite essa independência. Minha personagem, Emma, se submete ao que pode para manter seu emprego, ganhar dinheiro e sustentar sua família. É um texto cruelmente engraçado, que parte de uma situação totalmente plausível na realidade para demonstrar sua faceta mais absurda.
Como está o namoro com o Murilo Benício?
Está ótimo. Nos entendemos bem e ultimamente falamos, inclusive, em morar juntos. Existe sim essa vontade. Estou acompanhando a novela que ele acabou de estrear, Geração Brasil, e volta e meia falamos de trabalho em casa. Dois atores, né: não teria como ser diferente.

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