sábado, 17 de maio de 2014

"Senna me contou segredos que jamais revelarei ", diz Alain Prost

Ayrton Senna e Alain Prost em 1988, quando ambos se tornaram companheiros de equipe na McLaren (Foto: Reprodução)
Numa entrevista reveladora à revista francesa Paris Match, o ex-piloto Alain Prost falou sobre os 20 anos da morte de seu arquirrival,  Ayrton Senna. Para surpresa de muitos, Prost é absolutamente carinhoso e deferente com o brasileiro. "Jamais haverá outro como Senna, O homem e o piloto são absolutamente únicos. Ele tinha um talento inacreditável, todos os atributos de um belo rapaz, mas lia a Bíblia em seu quarto. Era alguém bastante secreto que levou uma parte do mistério consigo", diz Alain.
O francês conta que, antes da morte de Ayrton em Ímola, o antigo rival lhe telefonou. "Ele contou segredos muito particulares. Coisas que eu não revelarei jamais. Me falou como se estivesse falando ao melhor amigo. Fiquei ao mesmo tempo orgulhoso e perturbado". Prost disse que Ayrton tentou de todas as formas que ele voltasse à Fórmula 1. "Ele me confidenciou que sempre me teve como objetivo e que, na minha ausência, não se sentia mais motivado. Nossa briga foi muito positiva, de uma certa maneira. Éramos os melhores inimigos do mundo. Disse a ele que iria contratá-lo como piloto no dia em que tivesse minha própria escuderia".
Uma das maiores revelações de Prost é sua hesitação em comparecer ao velório de Senna. "Eu temia a reação do público brasileiro a meu respeito. Telefonei para Bethy Lagardère (brasileira, viúva do empresário francês Jean-Luc Lagardère), de quem eu era muito próximo para lhe pedir conselhos. Ela me convenceu a ir ao enterro. Tive uma relação muito bonita com a família de Ayrton".

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