sábado, 17 de maio de 2014

Leonardo comemora 30 anos de carreira e diz: "A mulherada deu uma corrida"

Leonardo (Foto: Tiago Bernardes/Editora Globo)
Com mais de 30 milhões de álbuns vendidos, Leonardo comemora 30 anos de carreira com lançamento de um novo CD e DVD. "Nossa rapaz, isso me custou caro", diz o cantor sobre a megaprodução de quase R$ 2 milhões e mais de 300 profissionais envolvidos. Um dos seis filhos, José Felipe, de 16 anos, participa do projeto.
O DVD é um balanço dos 30 anos?
Tem muita história. As músicas foram escolhidas a dedo por mim e por uma equipe de conhecedores da minha carreira. Tem 10 pout-pourris das músicas que foram mais tocadas no Brasil durante esses 30 anos, além de outras 12 músicas. Gastei demais nessa p****. A gravadora Sony pagou metade e eu a outra.
Como é ver mais um filho seguindo sua carreira?
Estamos preparando um repertório para ele gravar. José acabou de fazer 16 anos e está numa agonia desgraçada para entrar no estúdio. Já o João (Guilherme de Ávila), meu caçula, é o protagonista do longa-metragem Meu Pé de Laranja Lima. Lá em casa todo mundo está pendendo para esse lado da arte, porque trabalhar mesmo ninguém quer.
E o Pedro Leonardo vai voltar a cantar após o acidente?
Graças a Deus, ele se recuperou muito bem. Ele é a estrela que mais brilha; está conversando muito bem e tem proposta de apresentar um programa de música sertaneja. Para cantar de novo, tem que trabalhar o diafragma, recuperar ainda algumas coisas.
Como está o projeto do filme sobre a sua vida e do seu irmão?
Estou esperando algumas partes burocráticas com a família do Leandro para começar a rodar. Tenho que perguntar ao Bruninho (Gagliasso) se ele ainda está interessado em fazer mesmo, porque deve estar com raiva desse trem, já que o projeto nunca sai. Acho que o Fábio Assunção faria muito bem o papel do Leandro pela fisionomia,  os olhos claros, o rosto fino.  E tem também esse ator da novela das nove, o Gabriel Braga Nunes, que lembra muito meu irmão.
Como vê o fenômeno do sertanejo universitário?
Música sertaneja é igual a jogador de futebol, de 10 em 10 anos aparece um craque. Quando comecei a cantar, tinha o João Mineiro e Marciano, Chitãozinho e Xororó e Milionário e José Rico. De repente, viemos eu e Leandro cantando Tapas e Beijos e Pensa em Mim, que era uma levada totalmente diferente. Fomos criticados na época. Houve uma renovada, mas isso não quer dizer que perdemos nossos fãs porque todo show que a gente faz lota. Só que eles estão mais velhinhos; não dá para levantar o braço senão Jesus chama.
Você completou 50 anos. Sentiu alguma mudança?
Não tenho mais o fôlego de antes. Corria 10, 15 km na esteira, agora é só caminhada. E a mulherada deu uma corrida também, então vou ter que fazer muito show para ficar bonito. Até os 49, era mais fácil.

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