sábado, 17 de maio de 2014

Camila Pitanga, Mateus Solano e muito mais no Prêmio da Música Brasileira

Prêmio da Música Brasileira - Camila Pitanga e Mateus Solano foram os mestres de cerimônia  (Foto:  Alex Palarea, Leoa Marinho e Felipe Assumpção/AgNews)
O 25º Prêmio da Música Brasileira, que aconteceu nessa quarta-feira (14), no Theatro Municipal, começou com uma homenagem a Jair Rodrigues, além de Reginaldo Rossi e Dominguinhos. No telão, cenas de Jair numa participação antiga no evento, em que ele dizia ser a noite mais feliz de sua vida. O cantor morreu na última quinta-feira (8), aos 75 anos, em sua casa em Cotia, em São Paulo.
Prêmio da Música Brasileira - Gil e Beth Carvalho (Foto: AG.News)
Em seguida, Gilberto Gil e Mariene de Castro subiram ao palco para abrir a noite de shows com a música É Luxo Só, conhecida na voz de João Gilberto. Logo depois, Mateus Solano e Camila Pitanga, linda num vestido rosa choque, subiram ao palco para apresentar o premio, que homenageou o samba. Camila, um pouco nervosa, disse que era o 20º encontro da música, no que rapidamente a plateia a corrigiu. Saiu-se muito bem. Não demorou nada até que as fotos pipocassem nas redes sociais. Flora, mulher de Gil, na turma do gargarejo, estava com o dedo nervoso. "Que lindos no palco", escreveu ela, além de postar foto com Zeca Pagodinho, que também alimentou o Instagram com fotos de bastidor ao lado de Xande de Pilares e Paulinho da Viola.
Prêmio da Música Brasileira - Isabelle Drummond e Tiago (Foto: AG.News)
O clima, desde a entrada, por volta das 21h, era de pura alegria e descontração. Teve espaço até para romance. Isabelle Drummond, a Megan de Geração Brasil, e o namorado,  o músico Tiago Iorc, davam beijos apaixonados enquanto esperavam o convite que dava acesso aos assentos. Ele concorreu na categoria Álbum de Língua Estrangeira - e não levou o troféu. A loura platinada não estava afim de conversa. "Hoje a noite é para falar de música", disse ela aos jornalistas, sem maiores detalhes.
Lulu Santos também não estava com clima para papo, mas se sensibilizou quando a pergunta foi sobre a morte do filho de Erasmo Carlos, Alexandre Pessoa, na tarde dessa quarta-feira (14). "É um momento muito difícil. Sou muito amigo dele e o mínimo que posso fazer é dar uma força", disse Lulu.
Ali do lado, uma negra que chamava atenção com seu vestido longo verde e por lembrar a atriz Lupita Nyong'o, que venceu o Oscar por seu trabalho em 12 Anos de Escravidão. Era Gessica Justino, bailarina e professora do coletivo carioca Baobá, grupo que pensa "no real papel da arte, como ponto de partida a afinidade com a estética e cultura africana na África e no mundo. "Acho interessante como a Lupita traz um novo olhar para o negro na sociedade, que sempre lutou para ser reconhecido. É necessário alguém ficar famoso para nos representar e para que os olhares se reacendam. Ela traz a luz para nossa representação", filosofa Gessica.
Marisa Orth chegou acompanhada do amigo Gringo Cardia, responsável pelo belíssimo cenário do evento. Eles também são parceiros na ONG Spectaculu. A atriz também comentou sobre a saúde de Arlete Salles, que retirou um tumor no seio no início do ano. "Ela está ótima e foi só um susto. . Ela já vai voltar e a gente vai dividir o papel. Foi só um carocinho", disse ela, sobre a peça O Que O Mordomo Viu, em que contracena com Miguel Falabella. A princípio, o papel seria de Arlete, mas Marisa assumiu o posto para que a amiga cuidasse da saúde.
Erika Januza, a intérprete de Alice de Em Família, melhor amiga de Luisa, papel de Bruna Marquezine, está satisfeitíssima com seu papel. "Está todo mundo querendo saber se a Alice vai encontrar o pai (na novela, ela foi fruto de um estupro) e o que vai fazer depois disso. Estou adorando porque incentiva a denúncia de casos parecidos", diz ela à coluna, contando que ficou muito amiga de Marquezine. "A gente é tão amiga que saímos juntas, aliás, o grupo todo. Só não saímos mais porque gravamos até aos domingos", afirma. Quem também aproveitou uma folguinha nas gravações da novela foi Reynaldo Gianecchini, o Cadu, e, depois da recuperação de um câncer, contou sobre suas cenas. "Não tenho problema em fazer cena de doença. É legal quando tem esse clima na novela que gera uma comoção e expectativa", disse.
Marisa Orth, Gessica Justino e  Erika Januza  (Foto: AGNews)
De volta aos shows, Mateus apresentou a abelha rainha, Maria Bethânia, que entrou descalça no palco para cantar trechos de Santo Amaro ê ê, Quixabeira, Reconvexo, Minha Senhora e Viola Meu Bem. A cantora levou o troféu na categoria MPB. A plateia foi abaixo. Nos bastidores, ela fez a simpática e até posou para fotos.
Um dos momentos mais emocionantes foi a apresentação de Beth Carvalho, também consultora do evento. Sentada num banquinho, ela fez questão de se levantar várias vezes enquanto cantava Preciso Me Encontrar, Juízo Final e O Sol Nascerá. Foi ovacionada com o público de pé.
Baby do Brasil e seus cabelos roxos tiveram companhia de um corpo de dançarinas, num clima Carmen Miranda, para a música E o Mundo Não Se Acabou. Os acordes vocais da cantora também lembraram Elza Soares, com aqueles gritos que só elas podem emitir. Foi aplaudidíssima.
Prêmio da Música Brasileira - Maria Bethânia (Foto: AG.News)
Prêmio da Música Brasileira - Maria Bethânia (Foto: AG.News)
Prêmio da Música Brasileira - Arlindo Cruz, Almir Guineto e Zeca Pagodinho (Foto: AG.News)
"Nem sempre o samba foi recebido pela porta da frente do Theatro Municipal", disse Solano, antes de anunciar os convidados especiais Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Almir Guineto. Eles interpretaram as músicas  Dor de Amor, Pedi ao Céu e Vai Vadiar, para delírio dos sambistas presentes, que, mesmo sentados, sacudiam o esqueleto. Aliás, Zeca era um dos únicos do teatro com a regalia de ter um isopor cheio de cerveja só para ele.
A mulher de Arlindo, Babi, que estava na fila A, ficou de pé cantando e dançando durante a apresentação, animadíssima. "Ai, meu Deus, que vergonha. Quebrei o tabu do Municipal. Só eu lá de pé", disse ela à coluna no camarim. Aliás, o ponto de encontro nos bastidores, logo depois do evento, foi altíssimo astral. Solano, já livre do palco, desabafou: "Fiquei nervoso para c****. Mas até que me saí bem", disse ele, que arriscou uma cantoria durante a apresentação. "Me saí bem né?", perguntava.
Prêmio da Música Brasileira - Camila Pitanga tietando Arlindo e Péricles (Foto: Dani Barbi)
Camila Pitanga, já pronta para ir para casa, fez declarações de amor a Arlindo e Péricles, que cantou mais cedo com a africana Angelique Kiojo as canções O Canto das três Raças e Sinfonia da Paz. "Ela é, antes de tudo, uma pessoa incrível e usa a arte em prol da unificação das pessoas. O samba é muito abrangente e não tem fronteiras", disse Péricles, que cantou trechos da mesma música em português e Angelique em iorubá (língua falada no sul do Saara, na África). Angelique foi vencedora do Grammy em 2008 e cantou na abertura da última Copa na África do Sul. "O samba me lembra minha infância. É a liberdade e faz as pessoas verem que a vida é bela", reflete a cantora.
"Estou muito emocionado. Nossa Senhora. A crônica do povo brasileiro é contada através do samba. Todo mundo tem um samba de cabeceira, aquele que marcou uma época, um amor, uma alegria", disse Arlindo, que está comemorando três anos de casado com Babi e 28 de namoro. "A gente tem muita música. Ela é minha musa. Fizemos uma música assim (e começou a cantarolar, junto com Babi e Péricles): 'Será que é amor, parece muito mais, meu anjo minha flor, minha canção de paz, a luz do teu olhar clareia o meu viver, não posso mais ficar sem você, não deixa o nosso desejo virar poeira, um oceano de amor que não pode secar, minha paixão eu te juro é pra vida inteira, que você pode usar e abusar de amar...". Qual foi o momento mais emocionante para você? "A minha madrihna Beth Carvalho me fez chorar com essa volta dela, cantando de pé, se esforçando para ficar ali. A gente vê que ela está lutando para vencer, mas o samba cura tudo", diz ele, que coleciona troféus, desde que cantava com o Fundo de Quintal, e também acompanhará a turnê dos shows do prêmio, que vai rodar várias cidades do país a partir do dia 18 e gravar o DVD.
Prêmio da Música Brasileira - Paulinho da Viola e Hamilton de Holanda (Foto: AG.News)
Para encerrar as participações especiais, Paulinho da Viola interpretou as canções Onde a Dor Não Tem Razão, Timoneiro e Foi um Rio que Passou Em Minha Vida, que contou com as o músico Hamilton de Holanda e da bateria da Portela. No fim, todos aplaudiram de pé e saíram de lá renovados. É como diria Dorival Caymmi: 'Quem não gosta de samba, bom sujeito não é...'
Também passaram por lá Leandra Leal, Débora Bloch, João Bosco, Supla, Ney Matogrosso, Chitãozinho e Xororó, Sérgio Loroza, Marina Elali, Diogo Nogueira, Supla, Glória Maria, entre tantos.
Prêmio da Música Brasileira - Alcione, Elke Maravilha e Milton Nascimento, Supla e Xande de Pilares (Foto: AG.News)
Prêmio da Música Brasileira - Alcione, Elke Maravilha e Milton Nascimento, Supla e Xande de Pilares (Foto: AG.News)

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